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Branded content e espaços imaginários contra o encurtamento da infância, por @isisnoguti

22 jun 2011

Por Isis Noguti*

Muito se tem discutido a publicidade infantil, o consumismo que ela acarreta, a sua questão ética e legal. À margem desta discussão, gostaria de refletir neste post sobre um tema correlato: o encurtamento da infância e o papel que ações de branded content poderiam desempenhar neste sentido.

A série Infância Reinventada, produzida pela BrandWorks e veiculada na Band News, comentou este fenômeno que transforma crianças em pequenos adultos.

A indústria pouco tem contribuído para o desenvolvimento da infância. Todos somos bombardeados com anúncios e ofertas de produtos infantis que pouco estimulam o brincar como atividade lúdica, de desenvolvimento pessoal e social. Sendo assim, como uma ação de conteúdo de marca poderia aproveitar este assunto emergente e ser relevante de fato?

A minha proposta parte da inclusão, nos planos de marketing e comunicação, de uma avaliação multidisciplinar e integrada com profissionais de educação, sociólogos, antropólogos e psicólogos, que possam ajudar empresas a reavaliarem sua posição diante da infância.

Neste sentido, quero destacar o Espaço Imaginário em Campo Grande como uma excelente iniciativa a ser integrada em ações de branded content e patrocínio para empresas que trabalhem, por exemplo, com brinquedos educativos, ou com a valorização do lúdico.

OMO , Trenzinho Brinquedos Educativos, Brinq Mania Brinquedos Criativos, são marcas que poderiam apoiar ações como o Espaço Imaginário?

Veja abaixo um vídeo produzido pelo Espaço Imaginário, sobre suas atividades:

*Isis Noguti é publicitária e marketing planner, focada em conteúdo de marca. Professora universitária. Interessada em pessoas e horizontes.

Branded content e convergência entre publicidade e cinema | Por @Isisnoguti

19 abr 2011

Por Isis Noguti*

O Blue Bus, site especializado em mídia e comunicação, falou recentemente sobre o MIPTV, evento dirigido à indústria de TV, mas que atraiu agências de publicidade e marcas. Este evento apresentou um ciclo de palestras e sessões de pitching patrocinado pela Ogilvy. Ao longo do ciclo, Miles Young (CEO da Ogilvy) explicou que o termo branded content seria mais relevante que branded entertainment, pois marcas podem investir em ações que envolvam não apenas entretenimento, mas também informação, como é o caso de documentários.

Curiosamente, no último Rio Seminars (Festival do Rio), produtores de cinema e distribuidores presentes (incluindo as grandes majors norte-americanas) concordavam com a importância de captar uma marca patrocinadora desde a concepção do filme. Ao agregar o projeto como conteúdo de sua marca, este “parceiro ideal” seria atuante tanto na visão de negócio do produto cinematográfico, quanto na sua distribuição e promoção. Ford e Unilever foram citados como exemplos de parceiros de referência neste contexto.

Por outro lado, no mesmo Rio Seminars, os presentes detectaram a baixa participação das agências de publicidade, o que nos levou a refletir sobre a importância de uma maior aproximação entre mercado publicitário e mercado cinematográfico no Brasil. Sendo assim, considerando o crescimento e profissionalização do cinema nacional e a dica deixada por Miles Young, vale a pena promover o diálogo e integração entre estes dois universos?

Assista a participação de Miles Young no MIPTV:

Confira a nota da Blue Bus na íntegra: http://migre.me/4hqn1

*Isis Noguti é publicitária e marketing planner, focada em conteúdo de marca. Professora universitária. Interessada em pessoas e horizontes.

O teatro na telinha da TV, pela roteirista Ana Paula Guedes

07 mar 2011

Venho refletindo em edições anteriores sobre a importância dos textos teatrais para a criação de histórias para os formatos audiovisuais. Mas ainda não falei sobre a influência do teatro na programação televisiva brasileira. Pois bem, esse será o tema deste artigo para a coluna CENA a CENA… Relembraremos do “teleteatro”, programa criado no início da TV nacional, anos 50, e que consistia na encenação de textos clássicos de autores do teatro em cenários precariamente construídos.

Muitos pesquisadores não aceitam o programa como essencialmente teledramatúrgico, já que o mesmo não era gravado em locações externas que retratassem o local “real” onde acontecia determinada cena, como histórias de praias nas praias, histórias de deserto no próprio deserto, enfim seguindo uma ótica mais realista, que dialoga com a lógica de produção do cinema.

Considerando-se o teleteatro como “teatro em TV”, observa-se que esse programa assume as regras do jogo teatral e as realiza no estúdio de televisão; o resultado é transmitido diretamente ao público, ou gravado em fita para posterior exibição. Fazia-se, por exemplo, toda a tragédia do Rei Lear num estúdio circular – como faziam os elisabetanos num palco reduzido – usando um trono, umas palhas, cortinas, vento, relâmpagos, trovões, tudo trucado, tudo artificial. Enfim, o faz de conta compactuando nos palcos teatrais era também estabelecido nos estúdios de televisão.

Os profissionais que vieram do teatro levaram o modo de produção teatral para a televisão. Nos primeiros anos de TV no Brasil, não tinha sido pensada uma forma de adequar as tramas para a linguagem televisiva (busca pela estética), simplesmente encenava-se as histórias num cenário colocado no estúdio de gravação.

Essa relação com o teatro delineou a programação de todas as emissoras de televisão existentes nas primeiras décadas de implantação desse meio de comunicação no Brasil. Os teleteatros são os embriões do chamado Unitário, um formato de ficção televisiva no qual a história é contada numa única exibição com duração de uma hora e meia, de forma objetiva, eficiente e com clareza de propósito – mesmo tratamento dado a uma trama de teatro ou de cinema, ambos com exibição única.

Na TV Globo os teleteatros evoluíram na sua técnica de produção, assumindo uma linguagem mais televisiva, e foram renomeados de Caso Especiais (1971-1995), os quais tinham grande flexibilidade na grade de programação da emissora, podendo ser exibidos em dia, horário e periodicidade variados – um coringa na programação da emissora. A partir da década de 80 a denominação Caso Especial foi substituída por outros nomes como Quarta Nobre Especial, Brasil Especial e Terça Nobre Especial, mas a essência do programa permaneceu fiel à idéia original.

No primeiro ano de exibição da TV Tupi, os teleteatros dividiam espaço com as telenovelas, as quais eram apresentadas duas vezes por semana, em vista da dificuldade de produção. Eram exibidas segundas e quartas ou terças e quintas a fim de que se pudesse preparar os cenários e os atores pudessem decorar os textos.

Quer saber mais sobre o surgimento das telenovelas brasileiras? Então não perca a próxima edição, na qual revelarei alguns segredinhos desse folhetim eletrônico que é uma paixão nacional. A seguir cenas do próximo capítulo….

* Imagem “emprestada” do blog: http://lidiabrondi.wordpress.com/2010/04/12/a-ilha-das-cabras/

ana paula guedes roteirista

Ana Paula Guedes
Mãe, jornalista, professora universitária e roteirista

Visão e Autoconhecimento | Líder 360º

07 mar 2011

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” Chico Xavier

Muitos empreendedores têm excelentes ideias, começam formando grandes negócios, mas não conseguem torná-los sustentáveis! Muitos profissionais idealizam muito bem suas carreiras, sua vida pessoal, mas não consegue converter isso em resultados práticos, em realizações!

“A culpa de não conseguir o que eu quero não é minha!”
“Esse é o meu jeito! Não vou mudar!”
“A minha empresa não decola por culpa do mercado!”

Um dos motivos para que isso aconteça se deve ao seguinte: imagine que você deseja fazer uma viagem para curtir suas férias. Qual o primeiro item que você define? “O destino”, acertei? O segundo poderia ser “qual o melhor destino e aquele que mais se encaixa no que eu busco”? Por exemplo, se você não fica confortável no frio, você definiria um destino para o Sul? Acredito que não. Você tentaria ajustar o destino de acordo com o seu perfil, as suas necessidades.

Partindo para o caso dos empreendedores e profissionais, o primeiro ponto a ser definido, quando encontrarmos os cenários acima, é exatamente esse: O DESTINO. Você já se perguntou aonde você quer chegar? Quais os resultados que almeja para os seus negócios?

O segundo ponto seria: quais são os meus pontos fortes e onde eu preciso melhorar? E os da minha empresa? Será que eu não preciso ajustar o meu destino a partir dessas minhas habilidades? Convido você, leitor, a pensar nisso e a colocar no papel isso.

Em resumo, anote o seguinte (da sua VIDA ou da SUA EMPRESA):

Faça esse registro e aguarde os próximos encontros para evoluirmos com o nosso plano.

Até a próxima!

Alércio Bressano

Alércio Bressano é gerente de projetos / Scrum Master, professor universitário e mentor em produtividade Pessoal
@lider360graus