O início de uma nova era na educação

15 fev 2012

Por Leonardo Araújo*

A maior parte de nós, nascidos no início dos anos 80 (eu sou de 1980), viveu uma realidade educacional absurdamente diferente do que vivem os adolescentes nos dias atuais e mais incrivelmente diferente do que viverão os nossos filhos e netos. Isso é fato. Só para dar um exemplo simples, eu pesquisei muito em enciclopédias pesadas e com12 ou 24 volumes, para fazer trabalhos escolares em meu ensino fundamental e ainda no ensino médio.

Particularmente, meu primeiro acesso à internet foi no fim de 1995 e era nada mais do que um vídeo papo que a empresa de telefonia local oferecia. Quando pude acessar via browser, tínhamos alguns poucos sites e era praticamente impossível achar algo diretamente. Ainda era impossível pensar a web como plataforma educacional, mas já havia uma grande esperança de que a rede seria importante para o setor.

A partir das conexões de banda larga, instituições e universidades de todo o mundo passaram a implantar sistemas de cursos extensivos e graduações via EAD (Ensino a Distância) e isso foi apenas o começo da revolução.

Vídeos como o A Day Made a Glass e o A Day Made a Glass 2 (este, a seguir) mostram como iremos interagir com superfícies sensíveis ao toque e como isso irá interferir radicalmente com a forma como compramos, trabalhamos, nos relacionamos e também como aprendemos. O segundo vídeo apresenta ideias do que poderemos ver num futuro próximo em escolas e como plataformas educacionais.

É claro que vídeos como este apresentam realidades que ainda levarão algum tempo para estar totalmente integradas com nossas vidas e, especialmente, em nossas cidades. Mas já temos hoje tecnologias e formas de consumir produtos educacionais que são verdadeiras revoluções e que já transformaram a forma como se aprende.

Sites como o YouTube (link para o canal da Trespontos) já são grandes provedores de conteúdo educacional. E aqui os exemplos são variadíssimos, desde cursos rápidos promovidos por empresas, até mesmo milhares de tutoriais para uso de softwares feito por usuários comuns, que tem apenas o objetivo de compartilhar o conteúdo.

Mais atuais ainda, plataformas como as surfaces e tablets, estão revirando de ponta cabeça a educação em sala de aula. A cada dia surgem novos aplicativos com o objetivo de tornar a experiência de aprendizado mais prazerosa. Confesso sentir uma pontinha de inveja desta e das próximas gerações que terão que passar pela escola. Acredito ser questão de tempo a abolição de cadernos e livros de papel em turmas a partir do ensino fundamental.


Foto da Universidade de Stanford


Foto da Poughkeepsie Day School

A Apple, pioneira (depois de Hans Donner, claro) a lançar um tablet no mercado, anunciou a poucos dias alguns aplicativos que muitos imaginam ser divisores de águas na educação via plataformas digitais móveis. Os aplicativos iBooks 2, iTunes U e iBooks Author, permitem que qualquer um produza conteúdo para o iPad (mas só para ele!). Em breve o mercado deve reagir e novos aplicativos, para sistemas mais abertos que os da Apple, devem estar disponíveis para produtores de conteúdo, editores e professores.

Estamos no momento da virada, da transformação da educação como conhecemos em nossas infâncias. Você está preparado para surfar essa onda? :D

Leonardo Araújo é publicitário e mercadólogo, com foco em conteúdo, comunicação e marketing corporativos. É responsável por Conteúdo e Comunicação na Trespontos.

Um comentário sobre “O início de uma nova era na educação”

  1. Ilitt disse:

    Também acredito que a educação passará, necessariamente, por grande revolução. No entanto, quando assisti A Day made a Glass me surpreendeu ( comentei no Facebook) o anacronismo entre tanta tecnologia e modelos de uiniforme, de chegada à escola e a manutenção de formato de sala de aula.
    Acho que a educação precisa evoluir além do uso de tecnologias – precisamos de um novo modelo (estamos vendo o mesmo nos modelos econômicos), e sou muito a favor de experiências como a Escola da Ponte.

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