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Do que é feito um planner? Entrevista com Marcelo Chabes, planner da Sunset – Grupo ABC

24 abr 2013

Entrevistamos Marcelo Chabes, planner da Sunset/ABC, uma das maiores agências de Direct da América Latina. Marcelo fala um pouco sobre o trabalho do planner, comenta a sua rotina na agência e deixa dicas valiosas para quem atua ou pretende atuar na área. Aproveite o papo!

Quais desafios o Planner encontra hoje que não eram uma realidade há 20 anos atrás?

A principal mudança está na forma como o Planner contribui para a construção das marcas hoje em dia. Antigamente você tinha menos marcas, menos produtos, menos canais e mais formulinhas prontas sobre “o que fazer” para conquistar a atenção do consumidor e levar uma marca ao sucesso de vendas.

Hoje, estamos vivendo um momento incrível na forma como a sociedade se organiza. ‘Atenção’ é uma moeda cara, já que seus filmes baixados no piratebay.org, ipods, iphones, facebooks, fuelbands (nike+), instagrams, drawsomethings, whatsapps, blogs, etc; disputam a atenção com o entretenimento tradicional, que ainda tenta sobreviver no formato tradicional, baseado na “ditadura” do onde e quando. Então temos um pequeno o detalhe: o consumidor continua sendo o mesmo, “só que não”.

É preciso ser mais relevante. Não dá mais pra depender somente da piadinha no intervalo de 30″ da novela das 8. É aí que o planejamento aparece como peça fundamental na construção de marcas e campanhas de sucesso. Pra conquistar a atenção, precisamos entender mais sobre pessoas (e seus problemas), canais, entretenimento, produto, mercado, etc.

Com base nisso, nosso principal desafio hoje é contar a história (campanha) de forma relevante, não interruptiva e contundente. O resultado disso pode ter inúmeras formas (não formulas) diferentes. Desde um relógio (fuelband, nike+), até utilizar um vídeo popular do Youtube para falar sobre economia de papel.

Mas como entender a mente do consumidor, se muitas vezes ele mesmo não faz a menor ideia do que esperar de uma marca ou produto?

Fazemos muita pesquisa e sim, na maioria das vezes, o consumidor não faz a menor ideia do que precisa. Nosso papel porém, é olhar o que está por trás dos números de uma pesquisa. Não podemos deixar nossa criatividade ancorada apenas em números. Um comentário, caso ou comportamento específico do consumidor pode gerar insights que você não vai encontrar em pesquisas. Como diria Henry Ford: “Se eu perguntasse aos meus compradores o que eles queriam, eles me diriam um cavalo mais rápido.”

Fale um pouco sobre o seu dia a dia na agência. Como é um dia típico na sua semana?

O dia a dia na agência é corrido e tumultuado. Cheio de reuniões, brainstorms de corredor, muita pesquisa, principalmente, muito, muito estudo. Ainda sim não existe uma rotina pré-definida. Uma hora estou estudando o problema de um briefing e gerando insights para uma campanha, outra hora estou fazendo apresentação no cliente e discutindo novas oportunidades com um cliente. Acho que a mágica está exatamente aí…

Rapidamente: do que é feito um (bom) profissional de planejamento?

Um bom profissional de planejamento hoje precisa, em primeiro lugar, respirar boas referências. Isso vai te ajudar a ter mais senso crítico na hora de construir suas campanhas. Além isso, um bom planner precisa gostar de resolver problemas. Primeiro vem o foco e o entendimento do problema. Depois você pensa em regras, canais, ações, idéias, etc. Assim você poderá se ater ao briefing e construir algo muito mais contundente e relevante para seu target.

Mas aí cabe uma observação importante: nem sempre o problema da campanha é aquele escrito no briefing. Portanto, não acredite em tudo o que estiver entregue por ali. Faça o bom uso da sua curiosidade!

Por fim (não menos importante), corra atrás, tenha raça e principalmente seja humilde o suficiente pra saber que você ainda tem muito a aprender (assim como todo ser humano nesse planeta). Me incluo neste ponto aliás, afinal ainda tenho um longo caminho pela frente até atingir o que eu quero. Pra te ajudar com isso tem uma citação que nunca falha: “Defenda suas idéias como se você estivesse 100% certo. E ouça as idéias dos outros como se você estivesse 100% errado.”

Marcelo é facilitador do curso Laboratório de Planejamento em Propaganda: Regional vs Global, na programação Webinar+Conteúdo. Conheça o modelo e experimente.

Faculdade no sofá | Do site Bayer Jovem, mantido pelo Grupo Bayer.

13 abr 2013

Procura pelos cursos a distância cresceu na última década e eles se tornaram opção de quase 1 milhão de alunos

Foi-se o tempo em que para aprender era necessário estar em uma sala de aula. Com a ajuda da Internet e das novas tecnologias, hoje também é possível aprender a qualquer hora e em qualquer lugar, até mesmo no sofá da sua casa. As barreiras físicas de tempo e espaço têm se alterado. E é por isso que a Educação a Distância (EAD) no Brasil já é uma realidade e não para de atrair novos adeptos que têm uma característica marcante em comum: a sede de conhecimento.

Segundo um levantamento realizado pelo Ministério da Educação, a procura pelo ensino a distância no país teve um crescimento médio anual de 1.725% na última década. De 5.359 matrículas em 2001, o número aumentou para 930.179 em 2010. Especialistas acreditam que seja uma tendência sem volta, com ampliação de cursos em diversos níveis e uma demanda crescente de interessados.

De acordo com a professora Ivete Palange, da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), o aumento também tem a ver com o desenvolvimento tecnológico e o interesse pelo conhecimento. “Hoje a tecnologia favorece o contato imediato e direto. As características do mundo da informação, a necessidade de atualização e o aperfeiçoamento pela vida toda também são responsáveis pela procura”, diz.

Faculdade no sofá
Ensino a distância requer disciplina por parte do aluno

Uma das vantagens da EAD é a flexibilidade. Você pode estudar independentemente do espaço físico e do tempo. Em cidades com problemas de mobilidade ou em lugares onde não se têm muitas opções de ensino, esse modelo é uma grande vantagem. “Em um mundo que exige cada vez mais o aperfeiçoamento, o estudo pela vida toda, poder se atualizar, se aperfeiçoar à distância também se configura uma grande vantagem”, acredita Ivete.

Perfil dos interessados

Sejam de cursos gratuitos ou pagos, os alunos de EAD costumam ter mais idade que os dos cursos presenciais. Para a Abed, isso ocorre porque estes alunos já trabalham e sentem, na prática profissional, uma necessidade de atualização e aperfeiçoamento. Segundo dados do censo da Abed de 2010 e 2011, mais de 70% dos alunos de EAD estuda e trabalha. A maioria é do sexo feminino, o que segue a tendência dos cursos de graduação presenciais. Somente nos cursos corporativos, aqueles desenvolvidos pelas empresas para seus próprios funcionários, é que a maioria é masculina.

A universitária Rafaela Moreira, 26, já fez um curso de espanhol a distância e garante: a experiência é válida principalmente por conta do conhecimento que vem de maneira diferente. “Estamos acostumados a sentar em uma sala de aula e receber os ensinamentos. Quando esse conhecimento chega de uma forma diferente, você se empolga e começa a pensar nas várias coisas que você poderá aprender sem sair de casa”, conta.

Inteligência coletiva

O publicitário e empreendedor Thiago Ribeiro acredita que o conhecimento não é transmitido, e sim construído coletivamente. Por isso, fundou a Trespontos, empresa de ensino online que compartilha conteúdos sobre mercado de branding, mídias sociais e negócios digitais.

Há três anos, oferece ao usuário cadastrado a oportunidade de assistir cursos ao vivo, interagir com os demais alunos e estudar os materiais de aula. São profissionais de todo o Brasil, que trocam informações, compartilham novidades, cases, dúvidas.

Faculdade no sofá
Ser organizado também ajuda

“Mais de 3.000 pessoas já passaram pelos nossos cursos, sejam pelos eventos presenciais ou online. Hoje trabalhamos exclusivamente com o modelo online, através de assinaturas que dão acesso aos cursos ao vivo e a uma base de dezenas de horas de cursos disponíveis em vídeo”, explica Ribeiro. Atualmente, são mais de 500 assinantes que compartilham o espaço, com mais de 30 facilitadores que se revezam nos cursos.

Papo sobre monitoramento em Mídias Sociais, com Priscila Muniz. Dá só uma olhada!

22 fev 2013

 

Entrevistamos Priscila Muniz, publicitária, profissional de monitoramento, atualmente Coordenadora de Monitoramento na Gauge. Priscila ministrará o Webinar Relatórios de Monitoramento em Mídias Sociais, pela programação Webinar+Conteúdo. Aqui está um bate bola rápido para esquentar os motores…

Você atuou na área de planejamento e hoje trabalha na área de Monitoramento. Como essas disciplinas dialogam durante o seu trabalho?

Ter começado com Planejamento foi muito importante para o trabalho que faço hoje. O Monitoramento também tem o Planejamento como cliente, ou seja, oferece insumos para essa área. Além disso, ter a visão estratégica de um planner contribui bastante para os relatórios.

Fale um pouco sobre a sua rotina. O dia a dia e os principais desafios.

Agora, como Coordenadora de Monitoramento, o desafio é criar uma metodologia e garantir a qualidade, tanto no tratamento dos dados quanto nas entregas. Fazer com que a equipe esteja alinhada com os objetivos do cliente e oferecer insights que sejam relevantes. Do contrário, o Monitoramento perde sentido.

Qual é o perfil do profissional que atua na área de Monitoramento. Que bagagem deve trazer consigo?

Sempre falo que a pessoa que trabalha com Monitoramento não precisa ser da área de Comunicação, porém, precisa ter conhecimento desse universo. Curiosidade, gostar de investigar coisas e pessoas, proatividade, bagagem cultural, gostar de números, mas também de escrever, ter bom senso, organização e gostar de estudar. Esses são alguns dos fatores essenciais.

Na sua opinião, para onde deve olhar o profissional de monitoramento daqui para a frente? Você consegue enxergar alguma tendência?

Acredito que quem desenvolve esse tipo de trabalho há algum tempo, poderá dar novos passos. Sair de formatos básicos e começar a apresentar outros tipos de metodologia e análise, como é o caso da Análise de Perfis e Redes. Este profissional deve entender não só o que as pessoas falam, mas quem são e como se comportam. Também acredito que cada vez mais as pessoas troquem conhecimento e compartilhem experiências, principalmente por ser uma área que possui diferentes tipos de métodos de trabalho.

Fica aí a provocação. Conheça o Webinar+Conteúdo. Participe online, ao vivo!

GogoJob entrevista Leonardo Naressi, especialista em Web Analytics

09 nov 2012

O GogoJob entevistou Leonardo Naressi, sócio-fundador e CIO do Grupo Digital INC. Graduado em Publicidade e Propaganda pela FAAP, com experiência de 12 anos em projetos digitais focados em Business Intelligence, Web Analytics, Social Media, Mídia de Performance e SEO. Naressi é um dos facilitadores da programação de Webinars da Trespontos, parceira estratégica do GogoJob. Confira a entrevista abaixo.

1 – Qual a importância das métricas dentro de uma campanha?
Toda campanha tem um objetivo, e um planejamento para atingir este objetivo. Sem as métricas, é impossível otimizar ou melhorar os resultados de uma campanha. Numa mídia dinâmica como a internet, o resultado de 1 dia de veiculação, ou das primeiras semanas, por exemplo, pode inspirar mudanças que se bem aplicadas, podem multiplicar o resultado que a campanha teria se nada fosse feito do começo ao fim. Só podemos gerenciar e otimizar o que podemos medir, por isso a importância crucial de se incluir métricas desde o início de cada projeto.

2 – Na hora do relatório, quais os pontos principais a serem destacados?
O principal é ultrapassar a fronteira do click até o pós-click, ou seja, não só medir quantas pessoas clicaram ou foram expostos à publicidade, mas o que essas pessoas fizeram depois. Será que elas acreditaram na mensagem? Será que elas compraram a idéia? Será que elas realizaram uma compra em nosso site? Será que a publicidade foi eficiente em levar o público-alvo para o comportamento desejado pelo planejamento da campanha? Isso é o principal a se destacar. Além disso, podemos cruzar tudo isso por região de origem para identificar padrões locais de comportamento, correlacionar os objetivos com o consumo de conteúdos do site e ver qual é mais persuasivo e até avaliar a performance técnica do site para saber se não estamos desperdiçando dinheiro pagando para atrair pessoas para um site lento ou que não funciona.